“O fato de eu assistir a tantos filmes parece de fato assustar as pessoas. Muitos cineastas fingem que nunca vêem nada, e isso sempre pareceu muito estranho para mim. Todo mundo aceita o fato de que escritores lêem livros, escritores vão a exposições e inevitavelmente são influenciados pelo trabalho dos grandes artistas que vieram antes deles, que os músicos ouçam música antiga além das coisas novas... Então por que as pessoas acham estranho que cineastas – ou pessoas que querem tornar-se cineastas – vejam filmes? Quando você vê os filmes de certos diretores, você pensa que a história do cinema começa para eles em torno dos anos 80. Os filmes deles provavelmente seriam muito melhores se eles tivessem visto um pouquinho mais de filmes, o que vai contra aquela idéia estúpida de que você corre o risco de ser influenciado se assistir filmes demais. Na verdade, é quando você vê muito pouco que você corre esse risco. Se você vê muita coisa, você pode escolher os filmes pelos quais você se influencia. Às vezes a escolha não é consciente, mas na vida há coisas que são mais poderosas do que nós, e que nos afetam profundamente. Se eu sou influenciado por Hitchcock, Rossellini ou Renoir sem perceber, melhor pra mim.” Jacques Rivette

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