
Desde o século XVIII, o ocidente se examina sem parar e se julga. Esse desmedido interesse por si próprio não é simples narcisismo: é angústia diante da morte. No apogeu de sua civilização, os gregos inventaram a tragédia; inventaram-na por um excesso de saúde, segundo Nietzsche. A consciência histórica nasceu com o Ocidente e quem diz história diz consciência da morte. Assim, se o cristianismo inventou o exame de consciência, a modernidade inventou a crítica.

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