quarta-feira, 10 de junho de 2009

Refinamento e destilação em Dostoievski



"Era uma noite maravilhosa, uma dessas noites que apenas são possíveis quando somos jovens, amigo leitor. O céu estava tão cheio de estrelas, tão luminoso, que quem erguesse os olhos para ele se veria forçado a perguntar a si mesmo: será possível que sob um céu assim possam viver homens irritados e caprichosos? A própria pergunta é pueril, muito pueril, mas oxalá o Senhor, amigo leitor, lha possa inspirar muitas vezes!..." (início do romance Noites Brancas)
Aí nos perguntamos: onde está a linha tênue entre a apresentação de um personagem sentimental em primeira pessoa e a criação de um texto sentimental? Não cabe aqui classificar este início como bom ou ruim; é legítimo. E isto basta!

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